História da música.

História da música é o estudo das origens e evolução da música ao longo do tempo. Como disciplina histórica insere-se na história da arte e no estudo da evolução cultural dos povos. Como disciplina musical, normalmente é uma divisão da musicologia e da teoria musical. Seu estudo, como qualquer área da história é trabalho dos historiadores, porém também é freqüentemente realizado pelos musicólogos. Este termo está popularmente associado à história da música erudita ocidental e freqüentemente afirma-se que a história da música se origina na música da Grécia antiga e se desenvolve através de movimentos artísticos associados às grandes eras artísticas de tradição européia (como a era medieval, renascimento, barroco, classicismo, etc.). Este conceito, no entanto é equivocado, pois essa é apenas a história da música no ocidente. A disciplina, no entanto, estuda o desenvolvimento da música em todas as épocas e civilizações, pois a música é um fenômeno que perpassa toda a humanidade, em todo o globo, desde a pré-história. Em 1957 Marius Schneider escreveu: “Até poucas décadas atrás o termo ‘história da música’ significava meramente a história da música erudita européia. Foi apenas gradualmente que o escopo da música foi estendido para incluir a fundação indispensável da música não européia e finalmente da música pré-histórica." Há, portanto, tantas histórias da música quanto há culturas no mundo e todas as suas vertentes têm desdobramentos e subdivisões. Podemos assim falar da história da música do ocidente, mas também podemos desdobrá-la na história da música erudita do ocidente, história da música popular do ocidente, história da música do Brasil, História do samba, história do fado e assim sucessivamente.

terça-feira, 17 de julho de 2007

U2 NO BRASIL l: SÃO PAULO

U2 OS MELHORES CANTORES DO MUNDO


Durante mais de um mês os fãs do U2 penaram. Mas o dia da recompensa finalmente chegou com so dois shows que certamente ficarão na memória de quem esteve no Morumbi nos dias 20 e 21. O Vaga-lume conferiu o show da última terça-feira e conta tudinho aqui.
Alexandre Schneider/UOL




Madrugada de terça para quarta, o Morumbi apinhado de gente querendo sair de qualquer jeito de lá e no final das contas uma grande certeza fica na nossa cabeça: se você é um fiel dessa religião chamada U2 é bom saber que as penitências estão em maior número que os momentos de êxtase e que o dízimo a ser pago costuma ser alto.
Folha Imagem


Ainda bem que esses momentos acabam compensando todo o calvário pelo qual o pessoal foi submetido. Creio não ser necessário lembrar em detalhes das brigas por ingressos, dos cambistas, das cotas de convites para os patrocinadores etc, etc, etc. Depois disso tudo, só o fato do pessoal ter conseguido entrar no estádio sem atropelos já mereceu comemoração.


FRANZ FERDINANDTiago Queiroz/AE




Às 8 em ponto os escoceses do Franz Ferdinand abriram a noite. Ser banda de abertura é sempre algo complicado, mais ainda se ela toca antes de uma atração muito aguardada e não tem um arsenal de sucessos para segurar a platéia. Com esse retrospecto todo dá para se dizer que a apresentação deles foi um sucesso, apesar do som sem volume demais que deixou as composições funkeadas do grupo sem o peso necessário.

A banda de Alex Kapranos fez um show enxuto e divertido. Mandaram músicas dos seus dois (bons) álbuns, levantaram o público nos semi-hits "Do You Want To" e "Take Me Out", agradeceram em português e fez o público bater palminha. No final tinha bastante gente perguntando sobre quem eram eles (um casal mais velho que estava ao meu lado, acabou fazendo a ponte certa ao compará-los aos Talking Heads e seu funk cerebral de branco).

U2Mais uma meia hora de espera e ao som de "Wake Up" do Arcade Fire (prova que os irlandeses estão antenados ao melhor rock feito atualmente) as luzes se apagam. A partir daí o ques e viu foi uma banda segura de si que está acostumada a tocar para multidões. O show não diferiu muito da apresentação feita no dia anterior e nem do DVD recém-lançado. A banda começa com "City Of Blinding Lights" e emenda com "Vertigo" e "Elevation". Nessa hora o maior temor dos fãs se mostrava real: o som estava baixo demais (só foi melhorar mais para frente) o que deixava o povo ouvindo mais a sua própria voz que a do Bono, que, ainda assim, mostrou porque é um dos maiores front men da história. Ele sempre busca se comunicar com o público, arrisca frases em português ("Ontem tocamos para o Brasil inteiro, hoje essa é nossa festinha particular"), chama pessoas da platéia para o palco (até improvisou "Desire" para uma garota chamada... Desiré), anda bastante nas passarelas laterais e, claro, as vezes esbarra na demagogia (...mas sem perder a ironia jamais, como quando mostra para o telão uma camiseta com os dizeres: "Bono para Presidente").
Alexandre Schneider/UOL




Mesmo assim fica difícil não sentir um nó na garganta ao ver a declaração dos direitos humanos na tela, ou os apelos pelo fim da pobreza. Ao mesmo tempo não deu para esconder uma certa tristeza - e mesmo amargor - quando o vocalista falou (com legendas no telão) que assim como a Irlanda um novo Brasil estava nascendo, quando na verdade o sentimento geral por ali era mais a de morte prematura mesmo (o que leva a pensar que talvez esse show devesse ter acontecido há uns quatro anos). O espetáculo acabou frustrando um pouco apenas quem esperava por mais improvisos ou canções menos usuais. Ao contrário dos shows norte-americanos, o grupo deixou de fora as músicas do primeiro álbum Boy e preferiu repetir "Miss Sarajevo" ao invés de arriscar "Bad" ou "Running To Stand Still". Eles também deixaram de lado "Original Of The Species", "All Because Of You" e "Stuck In A Moment" e as substituíram por "The First Time", "Yahweh" e "All I Want Is You", que encerrou o concerto no lugar de "40".

Tirando isso os grandes momentos foram os de catarse coletiva, ou seja, os velhos sucessos "Sunday, Bloody Sunday", "Pride (In the Name of Love)", "With Or Without You" e, especialmente, "Where The Streets Have No Name" e "One", com muito marmanjo derramando lágrimas sem vergonha nenhuma.
Alexandre Schneider/UOL




E assim se foi. Ao final de mais de duas horas, as luzes e acenderam e todo mundo se esqueceu das 16 horas passadas em filas, das outras tantas penduradas ao telefone, da água cara (a não ser que você quisesse arriscar os saquinhos jogados pela produção com os dizeres: "essa água tem a mesma qualidade da que sai da sua torneira"), do merchandising com preço extorsivo (um chaveiro oficial custava R$25,00, uma camiseta R$60,00), do estacionamento caro, do palco baixo que não facilitava a vida de qualquer pessoa com menos de 1,70 e voltaram com um sorriso para casa. Tirando aquela meia dúzia que preferiu dizer que os shows de 98 foram melhores...

10 comentários:

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